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Richard Stallman e os programas baseados na web

Geralmente não costumo colocar um artigo na íntegra por aqui. Entretanto, vou abrir exceção para esta pequena entrevista com Richard Stallman e sua opinião sobre programas baseados na web. Leiam e fiquem espertos! Dentro em breve vou contar uma coisinha sobre a Google que algumas pessoas ainda não sabem. Fiquem ligados!

A matéria é do site clickRBS, entitulada “Para Richard Stallman, guardar arquivos na web é uma armadilha“.

Ahh, este artigo está com “noindex, nofollow”, fiquem tranquilos!  ;-)

O uso de programas baseados na web, como o Google Docs e o GMail, é a “pior das burrices”, diz um dos maiores defensores do software livre, Richard Stallman. Para o fundador da Free Software Foundation e criador do GNU, a Cloud Computing é uma armadilha que forçará as pessoas a comprar software proprietário.

- É uma estupidez. É pior do que estupidez: é uma campanha de marketing – disse Stallman ao jornal inglês The Guardian.

Por trás de toda a “estupidez” estão Microsoft, Google e Amazon e seus serviços de TI pela internet. Na prática, documentos e informações dos usuários ficam armazenadas junto às empresas, e não nos desktops. Para Stallman, 55 anos, os usuários deveriam manter seus arquivos “nas próprias mãos” – ou HDs. Do contrário, podem se ver tendo que pagar para acessá-los de uma hora para a outra.

- Alguém disse que é inevitável, e sempre que você ouve alguém dizer isso é bem provável que haja uma campanha de marketing para fazer isso acontecer – diz Stallman.

O crescente número de pessoas armazenando informações em servidores acessíveis na web em vez de em suas próprias máquinas torna-se fundamental para o crescimento de aplicações de Web 2.0. Milhões de usuários colocam fotos, e-mails e até seu trabalho em sites e serviços proprietários, que pertencem a empresas como a Google.

Unindo-se o fenômeno à cada vez maior oferta de dispositivos móveis com pouca capacidade de armazenamento em comparação a um desktop – como smartphones aos netbooks – a cloud computing parece a solução ideal para a falta de espaço.

Junto com a empolgação, no entanto, cresce o temor de que, um dia, o dono dos servidores em que esses documentos estão armazenados resolva fechar a nuvem e cobrar para abri-la, deixando os usuários sem acesso aos seus próprios arquivos.

Prevendo o pior, Stallman aconselha:

- A razão pela qual você não deveria usar aplicações na internet é que você perde o controle. É simplesmente um mau programa proprietário. Se você utilizar um programa proprietário ou o servidor de alguém, você fica indefensável. Você está colocando nas mãos de outra pessoa o seu trabalho. Use softwares livres respeitados.

Todo desenvolvedor web deve ler

Use a cabeça: HTML com CSS e XHTML PHP e MySQL: Desenvolvimento Web Internet e World Wide Web: Como Programar Criando páginas web com CSS Usabilidade na web Design para a internet Não me faça pensar jQuery: A Biblioteca do Programador JavaScript Ajax com jQuery: Requisições AJAX com a Simplicidade de jQuery

9 comentários em "Richard Stallman e os programas baseados na web"

  1. Kennedy (01/10/2008)  

    Confesso que as idéias até fazem sentido, mas acho pouco provável que elas se concretizem. A computação nas nuvens virá para exponencial o trafego de informação abolindo de vez as barreiras geográficas numa corrente que já está se consolidando. A possibilidade das empresas cobrarem para que os usuários acessem seus arquivos corresponde ao fim da própria empresa, tendo em vista que quando isto acontece o usuário pagaria o valor apenas uma vez e migraria para outra. Existem várias formas de se obter lucro sem a cobrança direta e o google está ai pra provar isso.

  2. Tárcio Zemel (01/10/2008)  

    @ Kennedy
    É, faz sentido seu comentário. Agora, pense no seguinte: a internet sai do ar (não somente a sua, ou de seu vizinho, mas a internet mundial)! Então, como fazer já que tudo está em servidores que agora já não são mais acessíveis? Como realizar as tarefas ou consultar documentos online?

    Sinceramente, acredito que o momento desta “pane mundial” não está longe. Para o caso, é melhor ter, pelo menos, uma cópia local de tudo.

    Obrigado por contribuir com a discussão, Kennedy! Abraços!

  3. Felipe (02/10/2008)  

    Com certeza!
    Se a internet sai do ar onde estarão os preciosos arquivos?
    Além de tudo é uma baita de invasão de privacidade, as empresas controlam toda a informação.
    Indicarei este artigo para o máximo número de pessoas possível.
    Abraços!

  4. Christiano G. de Araújo (02/10/2008)  

    “(…)Sinceramente, acredito que o momento desta “pane mundial” não está longe.(…)”

    E por que você acha isso?

  5. Tárcio Zemel (02/10/2008)  

    @ Felipe
    É, é por aí, mesmo! Por exemplo: conheço gente que baixa todos e-mails da internet para ter uma cópia local e apaga do servidor, inclusive. Esta é uma medida um tanto que “ousada”, diria eu, mas não tiro a razão de quem o faz! O mesmo quanto a textos, planilhas e tudo o que deixamos nos “web desktops”.

    Obrigado por comentar!

    @ Christiano G. de Araújo
    Observe os “sinais” do mundo, Mestre, os “sinais”… Você tava começando a ver isso com a gente na faculdade, lembra? ;-)

  6. Christiano G. de Araújo (02/10/2008)  

    Mas os sinais comentados não apareceram…

  7. Tárcio Zemel (03/10/2008)  

    @ Christiano G. de Araújo
    Eles já estão por toda parte…

  8. Pedro T (03/10/2008)  

    Olá tárcio….
    Só um pequeno comentário…. a verdade é que a informação é cada vez menos nossa e mais dos grandes servidores. Bricadeiras à parte mas não deixa de ser parecido com o filme MAtrix, isso e as versões beta (como o caso do gmail, que a qualquer momento pode ser susenso pelo google – está lá escrito nas condições de serviço), ou o que dizer das plataformas de blogues gratuitas…. que podem terminar a qualquer momento. A questão é: afinal de quem é o conhecimento?….

    (acho que deviamos fazer um post partilhado com todos os pontos de vista…. pensem nisso)
    Abraço Amigo
    Pedro

  9. Tárcio Zemel (03/10/2008)  

    Pedro T
    Sim, sim, Pedro! Concordo contigo plenamente! E complemento: na verdade, a informação sempre esteve concentrada nas mãos de poucas e poderosas pessoas… A analogia com o filme é ótima!

    Penso que o conhecimento é de todos mas, infelizmente, todos não sabem disso…

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