jQuery: apresentação
13 de setembro de 2007 7 comentários
Neste artigo apresento o framework jQuery, mostrando vantagens de uso e algumas de suas características.
Sumário
Introdução
Gosto de colecionar bibliotecas e scripts prontos de todas as linguagens de programação que aprecio. Tenho, em meus arquivos pessoais, inúmeros arquivos de terceiros, desde exemplos e objetos, passando por modelos e tudo o mais que possa me servir de alguma maneira e/ou simplesmente me satisfazer a curiosidade acerca determinado modo ou técnica para programar.
Há cerca de 3 meses tive a oportunidade de conhecer um excelente framework javascript: jQuery (no início eu o chamava “jota cuéri”, mas o Gevã, de tanto falar o jeito “certo” na minha cabeça, acabou me convencendo do “djei cuéri”).
O que é um framework?
Trata-se da maneira mais fácil, simples, elegante e sofisticada de codificar javascript; é, nada mais, nada menos, que, segundo minha opinião, um dos melhores frameworks já desenvolvidos! Para ficar mais claro, framework, segundo definição encontrada na Wikipédia, é:
No desenvolvimento do software, um framework ou arcabouço é uma estrutura de suporte definida em que um outro projeto de software pode ser organizado e desenvolvido. Um framework pode incluir programas de suporte, bibliotecas de código, linguagens de script e outros softwares para ajudar a desenvolver e juntar diferentes componentes de um projeto de software.
Frameworks são projetados com a intenção de facilitar o desenvolvimento de software, habilitando designers e programadores a gastarem mais tempo determinando as exigências do software do que com detalhes tediosos de baixo nível do sistema. (sic)
Para que serve o jQuery?
Segundo consta no web site oficial, “jQuery is designed to change the way that you write JavaScript”, ou seja, jQuery é projetado para mudar sua maneira de escrever javascript (tradução livre). Por experiência própria, posso afirmar que o objetivo da equipe de desenvolvimento foi atingido com sucesso!
jQuery é disponibilizado em duas versões:
- normal: apresenta todos seus códigos identados e de fácil entendimento (isso é relativo…). Ideal para quem queira estudar e compreender “como as coisas funcionam”;
- compactada: como sugere o próprio nome, seus códigos vêm sem nenhuma formatação. Ideal para aqueles que querem usar o framework rapidamente, poupando o limite de transferência mensal.
Com o lançamento da versão 1.2 do jQuery, seus próprios desenvolvedores citam uma técnica que se chama “Minified and Gzipped”, que serve para se obter uma versão extremamente compacta do framework. Basta passar o código pelo packer, de Dean Edwards.
Quando se usa jQuery, realmente a maneira de se escrever javascript muda! É o fim das enormes linhas que servem somente para identificar um elemento; o fim dos laços de repetição que somente identificam quantos elementos de determinada categoria estão presentes no documento; o fim de inúmeros “CTRL Cs, CTRL Vs”; enfim, é o término do trabalho pesado e perda de tempo na codificação javascript.
Com pouquíssimas linhas de código, é possível mexer à vontade com o DOM (identificação, edição, inserção, deleção…), manipular eventos javascript, alterar regras CSS, aplicar efeitos visuais (fade in / fade out, drag and drop, slides, movimentos, etc) e muito mais coisas interessantes e úteis. E quando digo “pouquíssimas linhas de código”, refiro-me, por exemplo, a 3 ou 4 linhas – identação – para requisições AJAX (com uso de funções de tratamento)! E é cross browser.
Quer mais? jQuery é projetado para aceitar extensões de terceiros, quer dizer, qualquer um com habilidades de programação mais avançadas pode criar funcionalidades extra para o framework, estendendo suas potencialidades nativas e/ou aproveitando seu poder de funcionamento.
Nem tudo são flores…
Mas o jQuery também tem seu lado ruim… Num outro dia, na faculdade, quando um colega pediu para fazer uma rotina em javascript, fiquei mais de 5 minutos tentando me lembrar do “método tradicional de codificação” e não consegui; pensei: “Ah, se tivesse jQuery aqui”…
Recapitulação
jQuery é um framework “projetado para mudar sua maneira de escrever javascript”. Algumas de suas características são:
- cross browser
- controle total sobre o DOM
- manipulação de eventos javascript
- manipulação de regras CSS
- aplicação de efeitos visuais
- uso de AJAX
É preciso ter o cuidado de sempre levar o jQuery para lugares em que potencialmente se usará um computador para codificar javascript…
referências internacionais
jquery.com
Este é o web site oficial do framework - nele, chamado “biblioteca”. Há também o blog oficial.
15daysofjquery.com
Este é o web site de Jack Born, que contém tutoriais, exemplos e referências sobre o jQuery.
visualjquery.com
Yehuda Katz fez um ótimo guia de referência dinâmico sobre as funcionalidades do jQuery (usando o próprio framework para isso, claro). Nesta página é possível visualizar as características de cada função de forma detalhada. Excelente guia de referência (que pode ser baixado no próprio site).
learningjquery.com
Esse é o blog de Brandon, Dan, JonBob, Karl e Mike, que postam dicas, tutoriais e macetes sobre o jQuery de forma sistematicamente organizada.
referências nacionais
jquerybrasil.com
Blog brasileiro “oficial” sobre o jQuery. Nele são colocados posts estritamente sobre jQuery, com indicações de plugins, exemplos, dicas e comentários. Ah, e tem fórum!
complementos
DHTML Crossbrowser Fácil
Esse é um tutorialzinho já conhecido no “meio”. Ele ensina alguns princípios básicos para se entender DHTML (para isso, diversas tecnologias web e técnicas são abordados).














Epa Tárcio!
… Mandou bem no Post, além da explicação geral, o “tira o medo”, colocou óptimos links de referência.
… jQuery promete é quem souber vai ser dar bem, afinal os efeitos(fade, slide, etc.) chegam a confudir ‘leigos’ e ‘desenvolvedores’ que não conhecem o framework, por pensarem ser flash.
Qdo. eu tiver um tempinho, vou ler com calma. Mas de cara eu senti falta daquele endereço com download de códigos de exemplo! Não lembro o nome, mas tinha eye no meio.
Vc me mostrou ele algumas vezes. O exemplo que mais me chamou a atenção foi aquele menu girando em círculos que parecia flash… Posta o endereço dele aí também…
MY
“Palma, palma, não priemos cânico”!
Essa foi somente uma “apresentação”…
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