Prism
17/11/20070 comentáriosindicações
E aí, existe ou não a “web 2″? Penso que não! O que existe é uma evolução da web da forma como a conhecíamos em outrora. Você, quando aprende algo novo ou consegue fazer alguma coisa que não conseguia, ou faz com facilidade algo que só fazia dificilmente, vai ao cartório para trocar de nome?
Mantendo-se as devidas proporções, é isso o que alguém fez ao querer “renomear” a web; e o “povo” caiu…
Há, sim, atualmente, recursos que são possíveis de se obter, técnicas que são mais facilmente executadas, tecnologias que não existiam, aplicativos que facilitam tudo isso. Não precisa de mudar o nome de nada… É só saber que, hoje, há uma maior gama de possibilidades no desenvolvimento para a web, que beneficia tanto usuários quanto desenvolvedores. Uma destas “tendências” é tentar fazer os web sites o mais próximos possível de aplicativos desktop.
Neste sentido, o Prism é uma ótima!
A explicação “oficial”, extraída (e traduzida livremente) do Mozilla Labs, é:
Prism é um aplicativo que permite que os usuários dividam aplicações web fora de seus navegadores e executem-nas diretamente em sua área de trabalho.
Como o Prism funciona?
Muito bem, agora que o conceito foi dado, vou continuar com a explicação, que é dada segundo o que eu entendi a respeito do programa.
Segundo consta no wiki da Mozilla, o “tchan” do Prism é que ele é baseado em uma tecnologia chamada “Site Specific Browsers” (SSB), que permite, através de um navegador integrado, trabalhar exclusivamente com uma única aplicação web – sem precisar de / ter menus, barra de ferramentas, barra de status, etc.
Ou seja, você instala o programa, segue alguns passos simples e tem um ícone que direciona para um web site / sistema web, e dêem especial atenção à palavra “um”, porque é literalmente o que se pode fazer: acessar o endereço que foi configurado para o atalho; nem mais, nem menos.
Usando o Prism
Primeiramente, é preciso baixar e instalar o programa (suporte para Mac, Windows e Linux). Se você utiliza Firefox, uma grata surpresa: existe uma extensão para transformar qualquer página que você esteja visitando em um “aplicativo Prism”.
Procedimento padrão, tudo muito tranquilo. O instalador cria o atalho para o programa conforme as opções escolhidas na instalação. Depois, deve-se simplesmente ir ao respectivo submenu e clicar no ícone do programa. Uma tela se abre.

Nela, tudo o que deve ser feito é informar para qual endereço web se deseja criar o atalho e o nome que se quer dar; optar por exibir ou não barra de localização, status e atalhos de navegação; em qual(is) lugar(es) serão criados o atalho, propriamente dito.
Para o exemplo, está sendo feito um atalho para o blogblogs, que é um sistema brasuca que acho bem interessante. Não quero que tenha barra de localização, de status, nem atalhos. Vou criar um atalho somente na área de trabalho.

E, para cada atalho que se queira, basta executar novamente o Prism. E uma dica: basicamente, o que se tem é um atalho, mais ou menos como qualquer outro; então, é possível que se altere seu ícone. Fica mais organizado, caso você tenha vários atalhos e queira encontrar um, fica mais rápido e prático!
Considerações sobre o Prism
Pessoalmente, achei a intenção dos criadores muito “nobre” e, até certo ponto, bastante criativa. Penso que foi dado, sim, mais um grande passo rumo à “desktopização” dos aplicativos web.
Por fim, deixo o relato de uma experiência própria: fiquem sabendo que o Prism é especialmente útil quando se quer disponibilizar um sistema online para clientes (e amigos) leigos e/ou impacientes, quando o assunto é informática e PCs, em geral.
Em determinada ocasião, em parceria com um colega, desenvolvemos um sistema para a Prefeitura da cidade em que moramos; o “público alvo” de tal sistema consistia em, basicamente, usuários que não tem a mínima intimidade com a web, limitando-se a, no máximo, checar emails. Optamos por instalar o Prism. Os resultados não poderiam ter sido melhores!
Além da facilidade de inicialização do sistema que os usuários finais tiveram – simplesmente clicar em um ícone na área de trabalho para começar a utilizá-lo -, nós mesmos “poupamos” tempo de desenvolvimento; dado o fato de o Prism rodar sobre Gecko e, por isso, renderizar de forma semelhante ao Firefox, nós não tivemos que nos preocupar em implementar IE hacks para garantir a correta renderização das páginas!
Valeu mesmo à pena e, como já disse, recomendo fortemente a utilização do Prism, especialmente para os casos em que os usuários finais são inexperientes e/ou se queira “poupar recursos” com o desenvolvimento, já que a renderização das páginas segue fielmente a maioria dos padrões da web.











