Arquivo de novembro 2007

Redimensionar e fazer montagens em imagens com o rsizr

Neste artigo, indico o rsizr, software para redimensionamento inteligente de imagens - e, com ele, também é possível fazer montagens.

logo do rsizr

Há alguns meses atrás, Ariel Shamir e Shai Avidan desenvolveram um novo algoritmo para redimensionar imagens. Ele é impressionante! Graças à analise que faz, buscando pontos “menos importantes” na imagem, seu redimensionamento proporciona que, praticamente, não haja perda no resultado final da imagem que foi redimensionada. E mais: o algoritmo permite escolher partes da imagem para serem excluídos ou preservados, durante o redimensionamento.

Vejam este vídeo de demonstração do algoritmo, para terem uma idéia.

Felizmente os experts divulgaram o algoritmo! Eu não cheguei a olhar, mas alguns dizem que é relativamente pequeno e, até certo ponto, fácil de implementar. Justamente por isso, inúmeros desenvolvedores já fizeram plugins para programas de editoração de imagem.

Um excelente exemplo é o Liquid Rescale, do Gimp. Esse eu mesmo testei e aprovei!

Não bastasse as pessoas aplicarem o algoritmo, desenvolvendo extensões para os programas de editoração de imagem, alguns estão, inclusive, fazendo softwares online que implementam o tal!

É o caso do rsizr.

É um sistema bem simples de se usar, com usabilidade “no grau” e, relativamente, bem rápido e confiável. Basta fazer upload do arquivo que deseja redimensionar e brincar com as opções disponíveis. Apesar de ser bem intuitivo, os autores disponibilizaram algumas páginas com explicações.

Veja um vídeo demonstrativo do rsizr.

Para finalizar, antes que alguém olhe o código fonte deste artigo e diga que faço hotlinking, os próprios desenvolvedores do software autorizaram lincar a imagem da logo do programa diretamente.

Super referência para HTML, CSS e Javascript

Neste post, indico uma excelente referência para HTML, CSS e Javascript.

Zapeando pela web, encontrei uma excelente referência para HTML, CSS e Javascript! Ela é do site Validome.

Trata-se de uma lista completa, com todas - ou, quase todas - as regras, propriedades, declarações e quaisquer outros desses nomes técnicos que querem dizer o quê determinada linguagem proporciona ao desenvolvedor, o que ele pode usar/fazer ou não.

Há uma aba para HTML, uma para CSS e, também, para Javascript. Além destas, para XSLT/XPath e Perl.

Pode visitar a página da listagem que é garantido! Há opções auxiliares para cada item de cada listagem, que podem remeter a outros sites e, inclusive, a referencias oficiais do W3C.

Tabela comparativa de aplicação de regras CSS

Neste post, indico uma tabela comparativa de aplicação de regras CSS.

Dando uma olhada no centricle.com, deparei-me com uma tabela comparativa de aplicação de regras CSS. Quem quiser, pode chamar, também, de “tabela de verificação de aplicação de regras CSS”.

Nela, são apresentadas diferentes regras CSS e se cada uma é aceita ou não por navegadores de diversos sistemas operacionais. Os sistemas operacionais e respectivos navegadores “testados” foram:

  • Windows
    • IE
    • Firefox
    • Netscape
    • Opera
  • MAC
    • iCab
    • IE
    • Firefox
    • Netscape
    • OmniWeb
    • Opera
    • Safari
  • Linux
    • Konqueror

É importantíssimo conhecer esta tabela de antemão, devido a suas aplicações práticas e “pré-soluções” para eventuais contratempos em CSS, durante um projeto.

Esta tabela comparativa é complementada pela tabela de compatibilidade CSS, do pessoal do Tableless e Visie, que havia citado num outro post.

Nomes de domínios com caracteres da língua portuguesa

Neste artigo, revelo minha tardia descoberta a respeito do anúncio do registro.br, que regulamenta a permissão de cadastro de domínios que contenham “caracteres especiais”.

Infelizmente não tenho tanto tempo de navegar na web quanto gostaria; principalmente ler os feeds que assino, que gosto muito! Hoje de manhã, tentando “recuperar o tempo perdido”, enquanto via as últimas notícias do pixeladas aleatórias, tomei conhecimento de uma notícia muito interessante: o registro.br, através de um de seus anúncios, agora permite que a escolha dos nomes de domínios contenham caracteres da língua portuguesa, ou seja, vogais acentuadas e cedilha.

O cerne da tecnologia funciona convertendo os endereços contendo caracteres especiais para Ascii em uma codificação compatível com o sistema DNS.

Um trecho interessante do anúncio é:

Para fins de registro, estabelece-se uma equivalência (EQUI) na comparação de nomes de domínio como já era feito no caso do hífen. O mapeamento será realizado convertendo-se os caracteres acentuados e o cedilha, respectivamente, para suas versões não acentuadas e o “c”. Somente será permitido o registro de um novo domínio quando não houver equivalência a um domínio pré-existente, ou quando o solicitante for a mesma entidade detentora do domínio equivalente. Assim evita-se induzir os usuários a erro e não se cria uma corrida ao registro de nomes.

Por exemplo: alguém só poderá registrar “www.ímã.com.br” caso “www.ima.com.br” não exista ou quem queira registrar seja o detentor deste.

A título de curiosidade, este anúncio também “decretou” que, para a proteção da privacidade individual, os endereços postais e os telefones de pessoas físicas não mais serão exibidos no servidor whois.

Prism

Nesta matéria, falo sobre o Prism, aplicação que permite criar atalhos para web sites diretamente na área de trabalho - em “navegador próprio”.

Introdução

E aí, existe ou não a “web 2″? Penso que não! O que existe é uma evolução da web da forma como a conhecíamos em outrora. Você, quando aprende algo novo ou consegue fazer alguma coisa que não conseguia, ou faz com facilidade algo que só fazia dificilmente, vai ao cartório para trocar de nome?

Mantendo-se as devidas proporções, é isso o que alguém fez ao querer “renomear” a web; e o “povo” caiu…

Há, sim, atualmente, recursos que são possíveis de se obter, técnicas que são mais facilmente executadas, tecnologias que não existiam, aplicativos que facilitam tudo isso. Não precisa de mudar o nome de nada… É só saber que, hoje, há uma maior gama de possibilidades no desenvolvimento para a web, que beneficia tanto usuários quanto desenvolvedores. Uma destas “tendências” é tentar fazer os web sites o mais próximos possível de aplicativos desktop.

Neste sentido, o Prism é uma ótima!

A explicação “oficial”, extraída (e traduzida livremente) do Mozilla Labs, é:

Prism é um aplicativo que permite que os usuários dividam aplicações web fora de seus navegadores e executem-nas diretamente em sua área de trabalho.

Tecnicamente falando, como o programa funciona?

Muito bem, agora que o conceito foi dado, vou continuar com a explicação, que é dada segundo o que eu entendi a respeito do programa.

Segundo consta no wiki da Mozilla, o “tchan” do Prism é que ele é baseado em uma tecnologia chamada “Site Specific Browsers” (SSB), que permite, através de um navegador integrado, trabalhar exclusivamente com uma única aplicação web - sem precisar de / ter menus, barra de ferramentas, barra de status, etc.

Ou seja, você instala o programa, segue alguns passos simples e tem um ícone que direciona para um web site / sistema web, e dêem especial atenção à palavra “um”, porque é literalmente o que se pode fazer: acessar o endereço que foi configurado para o atalho; nem mais, nem menos.

Usando o Prism

Primeiramente, é preciso baixar e instalar o programa (estou em ambiente Windows, no momento…). Procedimento padrão, tudo muito tranqüilo. O instalador cria o atalho para o programa conforme as opções escolhidas na instalação. No meu caso, escolhi para ter atalho no menu “Iniciar”.

Depois, deve-se simplesmente ir ao respectivo submenu e clicar no ícone do programa. Uma tela se abre.

tela do Prism

Nela, tudo o que deve ser feito é informar para qual endereço web se deseja criar o atalho e o nome que se quer dar; optar por exibir ou não barra de localização, status e atalhos de navegação; em qual(is) lugar(es) serão criados o atalho, propriamente dito.

No meu caso, vou fazer um atalho para o blogblogs, que é um sistema brasuca que acho especialmente interessante. Não quero que tenha barra de localização, de status, nem atalhos. Vou criar um atalho somente na área de trabalho.

tela do Prism com alguns dados preenchidos

E, para cada atalho que se queira, basta executar novamente o Prism. E uma dica: basicamente, o que se tem é um atalho, mais ou menos como qualquer outro; então, é possível que se altere seu ícone. Fica mais organizado, caso você tenha vários atalhos e queira encontrar um, em especial, fica mais rápido e prático e, além disso, fica mais bonito! :-)

Considerações finais

Pessoalmente, achei a intenção dos criadores muito “nobre” e, até certo ponto, bastante criativa. Penso que foi dado, sim, mais um grande passo rumo à “desktopização” dos aplicativos web.

Por fim, deixo o relato de uma experiência própria: fiquem sabendo que o Prism é especialmente útil quando se quer disponibilizar um sistema online para clientes (e amigos) leigos e/ou impacientes, quando o assunto é informática e PCs, em geral.

Na semana passada, Gevã e eu terminamos de desenvolver um sistema para a PJF; o “público alvo” de tal sistema consiste em, basicamente, usuários que não tem a mínima intimidade com a web, limitando-se a, no máximo, checar emails. Optamos por instalar o Prism, para testar. Os resultados não poderiam ter sido melhores!

Além da facilidade de utilização do sistema que os usuários finais tiveram - simplesmente clicar em um ícone na área de trabalho para começar a utilizá-lo -, nós mesmos “poupamos” tempo de desenvolvimento; dado o fato de o Prism rodar sobre Gecko e, por isso, renderizar de forma semelhante ao Firefox, nós não tivemos que nos preocupar em implementar IE hacks para garantir a correta renderização das páginas.

Valeu mesmo à pena e, como já disse, recomendo fortemente a utilização do Prism, especialmente para os casos em que os usuários finais são inexperientes e/ou se queira “poupar recursos” com o desenvolvimento, já que a renderização das páginas segue fielmente a maioria dos padrões da web.

Prism on Mozilla Labs
Artigo do Mozilla Labs que anuncia a incorporação oficial do então projeto Webranner a seu “repertório”.

Prism Prototype Now Available on Mac and Linux
Anúncio oficial que informa as agora disponíveis versões do Prism para Linux e Mac OS X.